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http://hdl.handle.net/10362/82176| Title: | A importância do pré-hospitalar em Portugal : via verde do acidente vascular cerebral |
| Author: | Lavinha, Pedro Henrique Pires |
| Advisor: | Costa, Carlos |
| Keywords: | Acidente vascular cerebral Gestão Emergência pré-hospitalar Demora média Mortalidade Stroke Management Prehospital emergency Length of stay Mortality |
| Defense Date: | 2019 |
| Abstract: | RESUMO - Introdução: O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a causa mais importante de morbilidade e incapacidade a longo prazo um pouco por todo o mundo, com forte impacto nos sistemas de saúde e nas vidas familiar e profissional. Por esta razão, o papel da emergência pré-hospitalar afigura-se determinante na resposta compreensiva para a gestão do AVC agudo. O objetivo deste trabalho é caracterizar a gestão pré-hospitalar, no contexto do registo retrospetivo dos episódios do INEM (2015-2016), em Portugal Continental.
Metodologia: Foi realizado um estudo transversal e retrospetivo, através de uma abordagem descritiva e analítica, para descrição dos episódios da Via Verde AVC pré-hospitalar (VVAVC) e do internamento por doença cerebrovascular, análise e comparação da sua distribuição geográfica e análise das suas correlações. Para a realização do estudo foram utilizadas a base de dados da VVAVC pré-hospitalar, a base de dados de morbilidade hospitalar e o sistema de classificação Disease Staging. Resultados: A VVAVC está implementada desde 2006, mas a percentagem de utilização nos concelhos é muito baixa (12,97%). A média de idade das pessoas é de 72 anos. O período de tempo entre a identificação dos sintomas de AVC e o contacto para os serviços de emergência foi em média de 59,57 minutos. Considerando as 3 horas - 4,5 horas, como a janela terapêutica de boa prática, o tempo desde o início dos sintomas e a chegada ao hospital foi em média 119,51 minutos. Verificaram-se mais episódios com a presença de dois ou mais sintomas (61,2%), ou seja, com probabilidade mais elevada de serem um AVC. Os concelhos com distâncias superiores à média (28,79 Km) são os que menos utilizam os serviços de emergência. Considerando a variabilidade nos dados dos episódios, os concelhos utilizadores da VVAVC verificam demoras médias mais baixas em 57,04% dos episódios e uma taxa de mortalidade superior à média em 53,33% dos episódios. Contudo, a associação entre a variável percentagem de utilização da VVAVC e as variáveis acesso e resultados são fracas, mesmo quando analisadas com as variáveis socioeconómicas, com exceção da variável do número de sintomas em que a associação foi moderada.
Conclusão: Portugal tem um sistema de resposta para o AVC implementado e organizado, mas a sua utilização é baixa não traduzindo o acesso e os resultados desejados. São necessárias medidas de sensibilização, de educação e de avaliação permanentes para que a estratégia de gestão compreensiva seja sustentável. Estas medidas são corroboradas noutros estudos internacionais. ABSTRACT - Introduction: Stroke is the leading cause of long-term morbidity and disability around the world, with a strong impact on health systems as well as family and professional lives. For this reason, the role of pre-hospital emergency appears to be paramount in managing a comprehensive response to an acute stroke. The objective of this work is to characterize pre-hospital management in the context of the retrospective INEM registration of these episodes (2015-2016) in Portugal. Methodology: A transversal and retrospective study was carried out via a descriptive and analytical approach to describe the episodes of the pre-hospital stroke pathway and hospitalization for cerebrovascular disease, analysis and comparison of its geographic distribution and analysis of their correlations. In order to perform the study, the data base of the pre-hospital stroke pathway, the hospital morbidity database and the Disease Staging classification system were used. Results: The stroke pathway has been in place since 2006, but the percentage of use is very low (12.97%). The average age of patients was 72 years. The period between the identification of stroke symptoms and contact with emergency services was, on average, 59,57 minutes. Considering the therapeutic window of 3 hours - 4,5 hours as good practice, the time from the onset of symptoms and the arrival at the hospital was, on average, 119,51 minutes. More episodes were observed with the presence of two or more symptoms (61.2%) - that is; indicating a higher probability of experiencing a stroke. The municipalities with distances above the average of 28,79 Km are those that least use emergency services. Considering the variability in the data, the users of the stroke pathway verified a lower-length stay in 57,04% of the episodes and a mortality rate higher than the average in 53,33%. However, the association between the variable percentage of utilization of the stroke pathway and the variables of access and results are weak - even when analyzed with socio-economic variables - with the exception of the variable of the number of symptoms, in which the association was moderate. Conclusion: Portugal has implemented and organized a system of response to stroke, but its use is low and does not translate into response and the desired results. Permanent awareness, education and evaluation measures are needed to make the comprehensive management strategy sustainable. These measures are corroborated by other international studies. |
| URI: | http://hdl.handle.net/10362/82176 |
| Designation: | Curso de Mestrado em Gestão da Saúde |
| Appears in Collections: | ENSP - Dissertações de Mestrado em Gestão da Saúde |
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