Varela, Raquel2019-03-162019-03-1620101413-6597PURE: 12102904PURE UUID: 70dbdf57-0712-4d68-85c8-fc7c5f5b5426ORCID: /0000-0001-6121-1379/work/55365807https://www.ifch.unicamp.br/ojs/index.php/ael/article/view/2606Durante quase três décadas, os operários dos estaleiros navais da Lisnave, em Lisboa, protagonizaram alguns dos mais importantes conflitos sociais de Portugal. A Lisnave foi, entre 1967 e 1984, a maior concentração operária de Portugal (no pico teve 9.000 trabalhadores efetivos) e um modelo nas relações entre grupos econômicos privados e o Estado. Era uma empresa profundamente imbricada no mercado mundial: a história do seu crescimento acompanha o fecho do canal do Suez e o seu desmantelamento dá-se com a deslocalização da indústria naval para os países asiáticos. A Lisnave foi um modelo de organização dos trabalhadores, com um efeito de arrastamento para toda a sociedade. Nela deu-se um dos maiores conflitos da revolução, em que 7.000 operários marcharam nas ruas da capital contra o governo de frente popular. Mas foi também nestes estaleiros que, em plena crise do início dos anos 1980, foi assinado o primeiro acordo de empresa que ajudou a consolidar o Pacto Social em Portugal. Neste artigo, procuraremos historicizar este processo de organização e luta dos trabalhadores da Lisnave, que protagonizaram algumas das mais importantes vitórias e simultaneamente algumas das mais significativas derrotas do movimento operário português das últimas décadas.26375130porOs operários da Lisnavejournal articledo conflito à negociaçãohttps://www.ifch.unicamp.br/ojs/index.php/ael/article/view/2606