Molder, Maria FilomenaGomes, António Raimundo Moreira2012-02-162012-02-162011-10http://hdl.handle.net/10362/7082Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Filosofia EstéticaEra eu ainda estudante de arquitectura e dei por mim a conceber os projectos, como se de um corpo de um bailarino se tratasse. A minha relação com a dança sempre foi muito intensa e o mote para as minhas viagens era sempre ir assistir a uma peça de dança específica. A essas viagens deve-se o facto de, por exemplo, já ter assistido a quase todas as coreografias da companhia de Trisha Brown. Pensar em gestos do corpo humano, na sua anatomia, e principalmente nos seus movimentos tornou-se um acto imediato, e muitas vezes inconsciente, quando estou a projectar obras de arquitectura. Por outro lado, o meu interesse por filosofia levou-me a entrar no mestrado cuja tese aqui resumo. Logo de início percebi que através do estudo da filosofia e da estética poderia compreender melhor a relação que sempre estabeleci entre as disciplinas de arquitectura e da dança. Pensar no corpo enquanto faço arquitectura, leva-me sempre a relacionar as articulações de um membro quando tenho necessidade de “mudar de direcção” na forma da arquitectura, a relacionar os dedos ou o modo como o corpo humano toca no seu exterior com o modo como uma obra de arquitectura deve terminar e poderia enumerar imensas outras semelhantes relações. O corpo da arquitectura tornou-se para mim uma evidência, e encontrar uma arquitectura que possa dançar um desafio permanente.porArquitecturaDançaCorpoMovimentoRitmoO Corpo da Arquitecturamaster thesis