Penteado , Flávio Rodrigo2023-12-042023-12-0420232358-9787PURE: 76673402PURE UUID: 55b43f1a-56ae-45ae-9b7c-7400fc4989eeORCID: /0000-0002-6072-5551/work/151419252WOS: 001108310400001http://hdl.handle.net/10362/160864UIDB/00657/2020 UIDP/00657/2020O artigo se propõe a examinar a atuação de Oswald de Andrade como dramaturgo, com destaque para A morta – ato lírico em três quadros (1937). A peça se encerra com um incêndio, provocado pela personagem do Poeta e cujas chamas se espalham por todo o teatro. Por um lado, é possível enxergar nesse desfecho a explicitação do furtivo ímpeto revolucionário da obra, na qual se encena o embate entre a classe trabalhadora insuflada por ideias marxistas e a elite patronal adepta do integralismo fascista. Por outro lado, também é possível enxergar nele a contrapartida alegórica do aniquilamento da forma dramática manifesta nesse drama. A análise aqui empreendida busca equacionar ambas as perspectivas de abordagem, tanto ao evocar o contexto sociopolítico subjacente à composição do texto quanto ao realçar aspectos da peça como a separação entre corpo e voz ou o esvaziamento da ação dramática. Por fim, pretende-se assinalar que os atributos estéticos da peça, responsáveis por distanciá-la de convenções teatrais em vigor na época de sua escrita, contribuem, hoje em dia, para que sua leitura seja muito estimulante no início do século XXI.17328525porTeatro brasileiroModernismoDrama moderno e contemporâneoA mortaOswald de AndradeOswald de AndradeOswald de Andradea pyromaniac dramatistjournal article10.17851/2358-9787.32.2.28-45dramaturgo piromaníacohttps://www.webofscience.com/wos/woscc/full-record/WOS:001108310400001http://www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/o_eixo_ea_roda/article/view/23802/1125614870