Rendeiro, Margarida2024-12-192024-12-192024-12-131413-9073PURE: 100075501PURE UUID: 4ede9dd0-0af3-4e90-acea-ddde61591338ORCID: /0000-0002-8607-3256/work/174164806WOS: 001383080200011http://hdl.handle.net/10362/176555UIDB/04666/2020 UIDP/04666/2020O surgimento da literatura portuguesa de autoria afrodescendente na segunda década do século XX constitui um marco na literatura portuguesa pós-colonial e a sua receção indica que tem ganho cada vez mais reconhecimento público. Mais recente é a visibilidade da literatura produzida pela diáspora brasileira indígena em Portugal. Tanto uma como a outra tem sido, na sua esmagadora maioria, de autoria de mulheres. Partindo de teorias decoloniais, o presente artigo explora Memórias Aparições Arritmias (2021), de Yara Nakahanda Monteiro, e Ixé Ygara Voltando Pra’Y’Kûá (2021), de Ellen Lima, para argumentar que: (1) em ambas as escritas, encontramos sentimentos semelhantes de (des)pertença; (2) e que a escrita se enquadra numa práxis decolonial que desconstrói os assombramentos do imaginário colonial e imperial que ainda persistem. A autoria brasileira indígena confere densidade temporal a uma modernidade colonial em língua portuguesa e expande as discussões que têm sido desenvolvidas em torno das implicações da escrita portuguesa afrodescendente. Sugere-se a possibilidade de pensar um cosmopolitismo decolonial que permita maneiras pluriversais de pensar o mundo em língua portuguesa e defende-se que, em última análise, a escrita portuguesa afrodescendente e brasileira indígena produzida em Portugal permitem pensar até que ponto a literatura pode contribuir para uma discussão sobre reparações.16270315porCosmopolitismo DecolonialGramática Decolonial(Des)pertençaResistênciaReparaçõesDo Resgate das Vozes Silenciadas ao Cosmopolitismo Decolonialjournal article10.22409/gragoata.v29i65.61354.pthttps://periodicos.uff.br/gragoata/article/view/61354