Babo, Maria Augusta2021-12-022021-12-022021PURE: 35007300PURE UUID: 37c5c7a6-40ca-44a2-b81b-1c0a369dbb38http://hdl.handle.net/10362/128609UIDB/05021/2020 UIDP/05021/2020A análise crítica à problemática de género permite desmontar as falácias do pensamento eurologocêntrico e apontar os estereótipos que a episteme, tacitamente colonial, edificou. Trata-se de questionar, no conceito de género e na dicotomia nele subjacente – masculino/feminino –, a lógica do pensamento ocidental, de matriz binária, e como essa lógica se afigura ser aquela que impera face ao olhar de e sobre o Outro, o colonizado. O que acontece, tanto com os estudos de género, quanto com os estudos pós-coloniais, é eles abrirem novas epistemes e mostrarem, portanto, que a episteme ocidental, nas suas bases disciplinadoras, é reprodutora de estereótipos e de lógicas eurologocêntricas, e, ainda, que as ontologias que constrói são, antes de mais, epistemologias ancoradas historicamente e nos juízos avaliativos da chamada cultura ocidental moderna. A convocação da análise à Chora platónica permitiu sair do pensamento dicotómico e repensar os processos de subjectivação como processos transubjectivos.16159296porGéneroEpistemeDecolonizaçãoChoraA crítica à dicotomia de género como forma de descolonização epistémicaCriticism of the gender dichotomy as a form of epistemic decolonizationjournal article10.34619/ddon-0dn9https://rcl.fcsh.unl.pt/index.php/rcl/article/view/129