Paulino, Joana Vieira2019-02-202019-02-2020171696-702XPURE: 11562860PURE UUID: d9ab95a6-ed0c-45bb-80ed-0154a799115cORCID: /0000-0002-9433-2799/work/63726111http://hdl.handle.net/10362/61124UID/HIS/04209/2013Durante os primeiros 60 anos do século XIX o número de crianças abandonadas em Portugal aumentou dramaticamente, dada a aceitação jurídica da exposição anónima infantil. Tentando combater esta hecatombe e a elevada mortalidade destes menores, iniciaram-se debates que conduziram a uma alteração na política assistencial. Em 1867 decretou-se a abolição da roda, símbolo do abandono anónimo – restringiram-se as admissões, impôs-se a identificação parental e generalizaram-se os subsídios de lactação. Em 1870, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), instituição responsável pelos expostos da capital, seguiu esta tendência e encerrou a sua roda. Este estudo pretende reflectir sobre o abandono infantil antes e após o encerramento da roda em Lisboa, atestado as suas continuidades e rupturas (1850-1900) com base numa análise qualitativa, quantitativa e utilizando um Sistema de Informação Geográfica (SIG). Houve uma mudança institucional. Contudo, a grande diferença reside nos números, que reflectem o sucesso da ruptura legislativa33335262porHistória ContemporâneaHistória Social e das MentalidadesAbandono infantilRoda dos expostosLisboaSanta Casa da Misericórdia de LisboaO abandono infantil na Lisboa da segunda metade do século XIXjournal articleos reflexos do encerramento da roda