Rosa, Frederico Delgado2011-11-032011-11-032011-060873-6561http://hdl.handle.net/10362/6191Etnográfica, V. 15, N. 2, pp. 337-360.Tomando como estudo de caso a monografia de Sharon Hutchinson sobre os nuer, o presente artigo explora os quiproquós do diálogo entre a antropologia contemporânea e os clássicos, procurando detetar certas genealogias invisíveis que remontam aos funcionalistas britânicos, e nomeadamente a Evans-Pritchard. Procede a um esbatimento de certas oposições explícitas entre o presente e o passado da antropologia, revelando que as noções clássicas perpassam de forma subterrânea o discurso daqueles que dizem rejeitá-las e que muitas das preocupações atuais já tinham expressão nas etnografias modernas. É demonstrado que as abordagens estáticas – como a de Evans-Pritchard – tinham uma componente histórica e que a antropologia social britânica teve as suas respostas teóricas e metodológicas para as transformações dos contextos africanos sob domínio colonial.porNuercolonialismohistória da antropologiaSharon HutchinsonfuncionalismoEvans-PritchardO fantasma de Evans-Pritchard:diálogos da antropologia com a sua históriajournal article