Dinis, Maria FilomenaCoutinho, InêsFortuna, PedroPrimo, Bruna Filipa Bastos2020-03-262020-03-262019-112019http://hdl.handle.net/10362/95072Este estudo surgiu após uma revisão da literatura à cerca de cerâmicas sem revestimento, onde se percebeu a necessidade de se realizarem mais trabalhos na área da investigação em biodeterioração de cerâmicas sem revestimento, principalmente relativos a objetos utilitários e/ou decorativos, uma vez que são ainda muito escassos nesta área. O objetivo deste trabalho foi perceber se as cerâmicas no seu estado inicial têm potencial de colonização, de que forma diferentes características das cerâmicas podem influenciar esse potencial e de que maneira o seu desenvolvimento pode promover alterações nas propriedades da cerâmica causando biodeterioração. Este estudo foi realizado através da inoculação por fungos de duas pastas cerâmicas (recolhidas em Portugal, nas zonas de Alcanede e Vendas Novas) e dois métodos de produção diferentes (lastra e roda) por um período de 90 dias. Para analisar o desenvolvimento dos fungos nas cerâmicas e perceber se estes alteravam as suas propriedades, recorreu-se a um conjunto de análises, tais como Micro fluorescência de raios-X dispersiva de energias (μ-EDXRF), observação por Microscópio Ótico (MO), ensaios de porosidade, medições de pH, colorimetria, SEM- EDS/SE e SEM-BSE, com o intuito de caracterizar os diferentes provetes cerâmicos antes e após o período de incubação dos fungos, de modo a perceber se após este período os fungos se desenvolveram e se os provetes sofreram alterações. Após as análises às cerâmicas inoculadas com fungos, concluiu-se que estes penetraram para o seu interior, dando início a deterioração física, e que provocaram ligeiras alterações nas diferentes propriedades analisadas. No entanto, não foi possível associar o desenvolvimento dos microrganismos e as alterações nas propriedades cerâmicas com as diferentes pastas ou métodos de produção, uma vez que os resultados obtidos para o mesmo tipo de provetes foram, em alguns casos, bastante semelhantes (por exemplo μ-EDXRF e pH), e noutros casos muito variáveis (por exemplo colorimetria e SEM-BSE).porBiodeterioraçãoFungos,Cerâmica sem revestimentoMicroscópio ÓpticopHSEM-BSEBiodeterioração por fungos de cerâmicas sem revestimentomaster thesis