Rendeiro, Margarida2021-12-212021-12-212020978-83-65911-71-1PURE: 34829527PURE UUID: bc7e56c0-205f-4330-bce1-28c91f0892e6ORCID: /0000-0002-8607-3256/work/125202549http://hdl.handle.net/10362/129553UID/HIS/04666/2013 UIDB/04666/2020 UIDP/04666/2020Em 2012, Joana Barra Vaz realizou Meu Caro Amigo Chico, um documentário musical estruturado como resposta a Tanto Mar (1975, 1978) de Chico Buarque. Com a participação de vários músicos portugueses que cresceram a partir da década de 70, Meu Caro Amigo Chico é um filme que pensa Portugal, o país construído após a Revolução dos Cravos e imerso numa crise socioeconómica no fim da primeira década do Século XXI. O presente artigo defende que, neste filme e num contexto de pós-memória, o 25 de Abril, que despoletou uma onda de esperança a partir de 1974, representa a utopia partilhada em língua portuguesa em 2012, opondo-se a uma memória essencialmente despolitizada, incentivada pelo Neoliberalismo vigente e resultante de uma diagnose coletiva (Gil, 2004). Esta utopia não deixa de refletir a existência de um espaço atlântico que persiste latente no imaginário luso (Lourenço 2015), e que emerge como forma de ultrapassar a condição semiperiférica portuguesa (Santos, 2011).16672207porMemóriaUtopiaRevolução dos CravosCinemaLusofoniaDocumentário MusicalRevolutionMemoryMusic DocumentaryLusophonyUma Leitura de Tanto Mar (1975, 1978) e de Meu Caro Amigo Chico (2012)Reading “Tanto Mar” (1975, 1978) and Meu Caro Amigo Chico (2012)Utopia in a dialogue about the revolution between friendsbook partutopia num diálogo entre amigos sobre a revoluçãohttps://mhprl.pl/produkt/interseccoes-transdisciplinares-ensaios-criticos-sobre-o-universo-da-lingua-portuguesa/