Braga, Marta2025-01-132025-01-1320212184-8661PURE: 106220851PURE UUID: c8140129-f651-4739-b3be-0da826c21132http://hdl.handle.net/10362/177368UIDB/00657/2020 UIDP/00657/2020Desvelam-se algumas das críticas tecidas na obra leiriana, em especial ao establishment da arte, através da demonstração de elementos textuais que indiciam as distintas estruturas de poder a que a arte esteve exposta, e de que forma as relações entre estas e aquelas evoluíram desde o período surrealista do autor (1949 – 1951) até ao momento da publicação das suas obras, na década de 70. A análise de uma narrativa extraída de Contos do Gin Tonic, fundamentada com o apoio dos textos críticos inéditos do autor, originou a discussão em torno de diversos temas directamente ligados à arte, como o meio artístico, o artista, o objecto artístico, a recepção artística e a crítica de arte. A arte e a literatura, enquanto meios de expressão de inconformismo e instrumentos de subversão, são armas de luta preferenciais de Mário-Henrique Leiria. A literatura, em particular, é passível de ser aqui observada sob a perspectiva dos seus recursos estilísticos - a ironia, a paródia, a simples comicidade e o humor negro -, que comportam um triplo aspecto funcional: como diferentes estratégias discursivas para expressar uma perspectiva da vivência de uma determinada contingência política e social; como meio de sublevação que se faz essencialmente pela palavra; e, por fim, como via de acesso a um espaço único de liberdade, que é, afinal, o da criação artística.6240506porCriaçãoArtePoderSubversãoLiberdadeContributos para o estudo das relações entre arte e poderjournal article10.34623/z0kt-d118Leituras de Mário-Henrique Leiriahttps://publicacoes.ciac.pt/index.php/rotura/article/view/42