Dias, Carlos MatiasUva, Mafalda de SousaResendes, Daniel Saldanha Aguiar2025-04-042025-04-042024http://hdl.handle.net/10362/181929ABSTRACT - Background: Type 2 diabetes mellitus (T2DM) is a chronic and preventable disease with multiple risk factors. A higher residential greenness has been shown to be associated with a lower prevalence of T2DM in several epidemiological studies. Nevertheless, there is still a lack of evidence regarding the use of more objective outcomes such as Glycated haemoglobin (HbA1c). Therefore, in this study we explored the association between residential greenness and HbA1c in adults without a previous diagnosis of diabetes. Methods: Health data from a representative sample of the Portuguese adult population, the National Health Examination Survey (INSEF) 2015 was used. Residential greenness was obtained using the annual average normalized difference vegetation index (NDVI) of 2014 on a 300 m circular buffer around each participant´s residence and categorized into tertiles. A linear regression was used to estimate the association by adjusting for selected confounding variables. Sensitivity analysis with a 1000 m buffer and effect modification analysis with sex and rural/urban living were also performed. Results: In the fully adjusted models results show that living in the greenest areas significantly reduced the average HbA1c levels (Exp(β) = 0.985; 95% CI: 0.971, 0.999) compared to the least green areas. The association was weaker and not statistically significant for areas with medium greenery (Exp(β) = 0.994; 95% CI: 0.975, 1.012). Results remained the same with a larger buffer size and no evidence of effect modification was found. Conclusions: This study provides evidence of a protective association between greenness and HbA1c, suggesting that public health interventions in the built environment can have beneficial effects on T2DM prevention.RESUMO - Introdução: A Diabetes Mellitus tipo 2 (T2DM) é uma doença crónica e prevenível, contendo múltiplos fatores de risco. Estudos epidemiológicos têm vindo a demonstrar que uma maior densidade de vegetação se encontra associada a uma menor prevalência de T2DM. Contudo, verifica-se ainda a falta de evidência desta associação utilizando variáveis objetivas de saúde, como a hemoglobina glicada (HbA1c). Neste estudo, será investigada a associação entre a densidade de vegetação da área de residência e a HbA1c em adultos portugueses sem diagnóstico prévio de diabetes. Métodos: Foram utilizados dados de saúde de uma amostra representativa da população adulta portuguesa, o Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF) de 2015. A densidade de vegetação residencial foi obtida através da média anual do índice de vegetação (NDVI) de 2014 num buffer circular de 300m ao redor da residência de cada participante e categorizado em tercis. Foi utilizada uma regressão linear para estimar a associação, ajustando para variáveis de confundimento. Foi também realizada uma análise de sensibilidade com um buffer de 1000m e uma análise de modificação de efeito pelo sexo e tipologia de área urbana ou rural. Resultados: Nos modelos totalmente ajustados, os resultados mostram que viver em áreas mais verdes reduziu significativamente os níveis médios de HbA1c (Exp(β) = 0,985; IC 95%: 0,971, 0,999) em comparação com as áreas menos verdes. A associação revelou-se mais fraca e não estatisticamente significativa para as zonas com níveis médios de verde (Exp(β) = 0,994; IC 95%: 0,975, 1,012). Os resultados das análises de sensibilidade não mostraram alterações relevantes e não se verificou existência de modificação de efeito. Conclusões: Este estudo evidencia a existência de uma associação protetora entre residir em áreas mais verdes e a HbA1c, sugerindo que as intervenções de saúde pública no ambiente construído podem ter efeitos benéficos na prevenção do T2DM.engNDVIHbA1cDiabetesPortugalGreennessPopulation-basedVegetaçãoPopulacionalIs residential greenness associated with individual levels of glycated haemoglobin in the Portuguese population?master thesis203863437