Carvalho, Ana Delfina Xavier de Paiva de Sá2013-03-132012-09http://hdl.handle.net/10362/9132Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Ciências Musicais/Variante de Musicologia HistóricaO mosteiro de Arouca tornou-se, a partir do segundo quartel do século XIII, sob o patronato de Dona Mafalda, uma das mais importantes casas cistercienses femininas em Portugal. Enquanto instituição religiosa abastada e de renome, a música sempre desempenhou na liturgia deste mosteiro um papel fundamental. Os seus livros com notação musical têm desde há muito despertado o interesse de diversos musicólogos nacionais e internacionais, interesse este que se revelaria inteiramente fundamentado pela descoberta, feita por Manuel Pedro Ferreira em 1992, da mais antiga peça polifónica até ao momento conhecida em Portugal, um hino a São Bernardo de Claraval. Em 1947 Dom Mauro Fábregas descobriu neste mosteiro um livro de coro, o único do espólio de Arouca que contém exclusivamente reportório polifónico de proeminentes compositores ibéricos dos séculos XVI e XVII. Um Magnificat de Morales, diversos Alleluias de compositores como Manuel Mendes, Francisco Velez, Simão dos Anjos ou João Leite de Azevedo, bem como uma missa paródia sobre a canção «O gram Senhora», de um misterioso Brasil, são algumas das obras de interesse neste códice. Uma série de notas, em marginalia, apontando para a execução instrumental de baixão e viola da gamba tornam o códice ainda mais rico e lançam alguma luz sobre as práticas interpretativas no contexto do convento de Arouca. Embora já parcialmente estudado, o códice de Arouca é pela primeira vez objecto de investigação mais aprofundada, uma contribuição que se crê relevante para o estudo da prática de polifonia sacra no século XVII português.porPolifoniaManuscritosAroucaEdição MusicalO Códice Polifónico de Arouca. Estudo e Transcriçãomaster thesis