Lobo, Ana Rita2019-05-142019-05-142018-07PURE: 12131841PURE UUID: 2f5512a4-131b-4d4e-9fea-a2c376b8bd18ORCID: /0000-0002-4566-6434/work/63724196http://hdl.handle.net/10362/69632Na transição do século XIX para o século XX a instituição da teoria parasitária e a aceitação do modelo vector-parasita na transmissão de doenças levou a entomologia médica a desempenhar um papel de relevo nas recém criadas Escolas de Medicina Tropical Europeias, enquanto ferramenta especializada para o estudo e o combate das patologias dominantes nos territórios tropicais europeus. No contexto da medicina tropical portuguesa, destacam-se duas gerações de investigadores no estudo, ensino e investigação da entomologia médica, uma liderada por Ayres Kopke (1866-1944) a partir da Escola de Medicina Tropical de Lisboa, fundada em 1902, e outra liderada por João Fraga de Azevedo (1906-1977), a partir da instituição que sucedeu a Escola em 1935, o Instituto de Medicina Tropical. Este trabalho pretende reflectir sobre os contributos destas duas gerações de médicos entomologistas para a história da entomologia médica a partir das actividades lideradas por Kopke e Fraga de Azevedo, das suas colaborações institucionais em Portugal, nas colónias portuguesas, transnacionais e trans-imperiais, bem como a partir dos seus legados materializados em colecções de entomologia médica, hoje existentes no Instituto de Higiene e Medicina Tropical. Como metodologia serão utilizadas fontes primárias em entomologia médica resultantes das missões científicas e da investigação destas duas gerações de investigadores, e bibliografia secundária sobre a história da entomologia médica e da medicina tropical portuguesa e europeia.1350234porDuas gerações da medicina tropical portuguesa para uma narrativa histórica da entomologia médica em Portugal (1902-1966)conference object