Viegas, Susana Isabel Rainho2019-06-072019-06-0720141983-1498PURE: 11736751PURE UUID: 77bbb8b6-d9c6-4b6e-896a-e4d8d487dbcdhttp://e-revista.unioeste.br/index.php/rlhm/article/view/10218UID/FIL/00183/201348 (2009), filme realizado por Susana de Sousa Dias é um documentário que representa, como matéria-morta, as fotografias antropométricas do arquivo da PIDE. Entre o que podemos ver, traços de um passado, e o que apenas podemos ouvir, as vozes do presente, o filme mostra o espaço incomensurável entre o que é visível e o que é expressável neste meio específico. No entanto, como arquivo do tempo presente, as imagens em movimento dão vida épocas passadas, não apenas através de imagens antigas (de arquivo, por exemplo), mas de um passado que é descrito, narrado e imaginado pela expressão verbal. Este filme em concreto colca algumas questões relativamente à memória, arquivo e deslocamento temporal e espacial. De um ponto de vista inumano, sem considerar a origem de tais fotografias, 48 permanece no presente ao passo que as suas “memórias” persistem e resistem a esse presente, como vozes de um passado eterno que pode, e deve, ser trazido à vida. Ao dar vida ao passado extinto, reinterpretamos o presente. Qual é o valor estético de um filme feito de fotografias do arquivo da PIDE? A presente análise de 48 centrar-se-á nas ideias de Gilles Deleuze e Vicente Sánchez-Biosca sobre os arquivos audiovisuais.9165809engAudiovisual ArchivesDeleuzeSusana de Sousa DiasSánchez-BioscaPhilosophyAesthetical Dividejournal articleA Study on Susana de Sousa Diashttp://e-revista.unioeste.br/index.php/rlhm/article/view/10218