Lima, Mesquitela2010-11-152010-11-1519800871-2778http://hdl.handle.net/10362/4283Revista da FCSH, N.1, 1980, pp. 235-243Quando no ano lectivo de 1975/76, começámos, num dos cursos de apôs-graduação, o ensino de Antropologia Cultural na Universidade Nova de Lisboa, muitos dos alunos ficaram deveras surpreendidos com o nosso estilo de linguagem e, particularmente, com a natureza das analogias de tipo transdisciplinar que empregávamos para explicar determinados fenômenos ou factos sociais e culturais. Era corrente, durante as sessões de trabalho, referirmo-nos a expressões ou noções de Etologia, da Biologia moderna, da Termodinâmica, da Física e da Química Modernas, da Cibernética, das Matemáticas modernas, tais como os cálculos integral, matricial e dístribucíonal, teoria dos números, etc, da mecânica estatística e da quântica, da teoria e da dinâmica dos sistemas, da Psicologia das condutas ou dos comportamentos, enfim, quase que tocávamos todas as ciências e muita gente pensou que marginalizávamos o ramo da nossa especialidade.porPara uma antropologia diferentejournal article