Marques, BrunoOliveira, José2026-01-142026-01-1420169789899850361978-85-441-0493-4PURE: 110567496PURE UUID: 3f3f52e5-93d5-4684-a56a-7dbd31842627http://hdl.handle.net/10362/199152UID/PAM/00417/2013A representação Portuguesa na Bienal de Veneza de 1997, foi o mote para a apresentação da série Casanova de Julião Sarmento, que incluía um conjunto de pinturas especificamente concebidas para os espaços do Palazzo Vendramin ai Carmini (Pavilhão Português) – o que prolongava o seu ciclo das “Pinturas Brancas” (iniciado em 1990) –, e uma obra particular, Untitled – que usava um meio tecnológico inédito no quadro da obra deste artista: numa sala obscurecida flutuava um corpo de uma bailarina sem cabeça e em repouso formado, sem matéria palpável, pelos feixes luminosos de um holograma. - De que forma a invocação do célebre libertino de Veneza – que viveu durante cinco anos encarcerado nas masmorras do Palácio Ducal daquela cidade – serve a Sarmento para inquirir o diferimento e a impossibilidade apensa ao trabalho passional como operação maníaca e monológica do imaginário (i. e., em situação de isolamento, vivenciado como karma feito de um encantamento simultaneamente utópico e trágico); - Como pode ser entendida a tensão entre “pintura” e “desenho”, “materialidade” e “virtualidade”, “sensação” e “conceito” no âmbito das Pinturas Brancas; - Como podemos articular, não a imagem do objecto de desejo, mas antes a sua ideia, com a busca pela condição genérica, arquetípica e fantasmática da mulher ideal; - De que forma o holograma Untitled é mencionado tanto pela crítica nacional como internacional, e qual o relevo que lhe é conferido, no sentido de perceber a sensibilidade dos críticos de arte à introdução de uma tecnologia claramente atípica no contexto do mainstream da arte contemporânea; - Que questões estruturantes no âmbito do “digital” podem ajudar a enquadrar o holograma de Sarmento, e que diálogos podem ser estabelecidos entre este e artistas de referência que trabalham nesse universo.191757787porJulião Sarmento ou a virtualidade do desejobook partdo ‘desenho-pintura’ ao holograma