Neto, Carlos Conte2025-01-132025-01-1320202596-2817PURE: 106203658PURE UUID: 43a0fd57-3091-4aeb-a06a-b20499a93cc6http://hdl.handle.net/10362/177364UIDB/00657/2020 UIDP/00657/2020O escritor português Nuno Bragança (1929-1985) resistiu à ditadura fascista em duas frentes: seja como militante oposicionista (fez parte dos “católicos progressistas” e colaborou com as Brigadas Revolucionárias), seja como escritor. Aliás, seu companheiro de luta, Carlos Antunes, o define como “guerrilheiro escritor”. Nota-se, enquanto escritor, seu desejo de investigar a fundo os condicionantes históricos do presente português a fim de se pensar um Portugal outro, mais livre e justo. É a autognose pátria – ou seja, a tentativa de interpretar a entidade histórica chamada Portugal – que se põe a serviço da resistência e da ação política. E no romance Directa, esse empenho se torna evidente. Pretende-se, neste artigo, falar brevemente do contexto político em que a obra foi escrita e mencionar elementos de resistência na biografia do autor. Também se pretende mostrar em que consiste esse movimento interpretativo, incluindo o nome de Nuno Bragança numa linhagem de autores-intérpretes de Portugal.155823375porLiteratura portuguesaNuno BragançaAutognose pátriaEstado novoAutognose pátria no romance Directa, de Nuno Bragançajournal articlehttp://periodicos.ufc.br/entrelaces/article/view/60930