Viegas, Susana2025-07-142025-07-1420252183-7198PURE: 121704524PURE UUID: 8a02830a-6d8e-4511-a764-8f1aa18d6eb4Scopus: 105012777506http://hdl.handle.net/10362/185154UIDB/00183/2020 UIDP/00183/2020Este texto explora a impossibilidade de representações fílmicas da morte através de uma abordagem filosófica da política da morte (tanatopolítica) em Michel Foucault, uma ferramenta conceptual útil para se analisar a Trilogia do Chile realizada por Patricio Guzmán e composta por Nostalgia de la luz/Nostalgia da Luz (2010), El botón de nácar/O Botão de Pérola (2015) e La cordillera de los sueños/A Cordilheira dos Sonhos (2019). Perante a ausência de imagens de arquivo que documentassem as atrocidades e o destino dos dissidentes chilenos presos e executados durante regime de Pinochet, Guzmán enfrentava um desafio: como criar memórias fílmicas nesse contexto? As imagens em movimento podem oferecer um vislumbre de eras esquecidas e desaparecidas, sugerindo o seu potencial para desafiar a morte, o esquecimento e a ausência de maneira tangível. Deste modo, Guzmán constrói narrativas poéticas que procuram fazer o luto, resistir à amnésia e ao (des)conhecimento de um passado coletivo.191474252porPatricio GuzmánChile TrilogyMemoryGriefDeath-imageMemória e Ausência na Trilogia do Chile (2010-2019) de Patricio GuzmánMemory and Absence in Patricio Guzmán’s Chile Trilogy (2010-2019)journal article10.34619/iepx-mxmfhttps://www.scopus.com/pages/publications/105012777506https://revistas.fcsh.unl.pt/rcl/article/view/772