Rodrigues, Vera Mónica dos Santos2012-07-252012-07-252012-03http://hdl.handle.net/10362/7622Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Ecologia Humana e Problemas Sociais ContemporâneosA Deep Ecology insere-se nas Éticas Ambientais como uma perspectiva ecocêntrica, no seu sentido holístico, com alguns traços do biocentrismo igualitário. É uma perspectiva que incentiva o activismo ambiental, influenciando diversas organizações ambientalistas, e que assenta em princípios religiosos e filosóficos. O seu fundador é Arne Naess, filósofo Norueguês que traçou um percurso particular, com diversas influências, desde Filosofias espirituais Orientais, onde se insere Ghandi, defensor do princípio da não-violência; ao Panteísmo de Espinosa, que em paralelo com o Budismo atribui à Deep Ecology o carácter de uma ontologia. Por ser um movimento que apela a uma alteração de consciência, defendendo o despertar de uma consciência ecológica, é muitas vezes considerado radical e associado a actos de violência, como terrorismo ambiental, e a críticas de teor discriminatório, como a misantropia. Fortemente influenciados pela Deep Ecology de Naess, Bill Devall e George Sessions adoptam, no seu seguimento, esta perspectiva. Numa forma distinta, descrevem-na como uma perspectiva que se destaca no panorama ambientalista, com uma estrutura própria e quase literária, uma influência para a adopção de práticas ecológicas que vai muito além das atitudes, não se trata de ser ecológico mas sim de ser um ser ecológico.porDeep EcologyÉticas AmbientaisMovimento AmbientalistaEcosofia-TArne NaessDeep Ecology: Princípios, Fundamentos e Finsmaster thesis