Boto, Sandra2023-03-132023-03-132022978-989-643-179-2PURE: 55463681PURE UUID: d10dccde-2ee8-4120-a0b4-da46634f2215ORCID: /0000-0003-1529-1261/work/128156203http://hdl.handle.net/10362/150447UIDB/00657/2020 UIDP/00657/2020As práticas arquivísticas têm acompanhado desde o início os movimentos sistemáticos de recolha e salvaguarda dos patrimónios literários de cariz tradicional, ou seja, a literatura de tradição oral. Julgou--se adequado que o “Arquivo do Romanceiro Tradicional em Língua Portuguesa”, uma infraestrutura de benefício ímpar para quem se dedica a este campo de estudos, primeiramente concebido em ambiente analógico desde os inícios dos anos 80 do século XX, migrasse para ambiente digital, na esteira do movimento massivo de digitalização da cultura que se vivia nos inícios da segunda década do século XXI. Como é natural, esse processo de migração não se apresentou isento de escolhos, não apenas tecnológicos tout court, mas sobretudo ancorados nas inevitáveis reconfigurações que o meio digital opera sobre a conceptualização do arquivo. A procura de uma solução de compromisso entre a manutenção da configuração “tradicional” do arquivo analógico e a observação das exigências nomeadamente de curadoria, de recuperação da informação e de infraestrutura específicas do meio digital, sem macular o caráter patrimonial do próprio arquivo, constituíram e constituem, ainda hoje, aspetos a debater. Este trabalho reflete sobre as soluções que têm sido encontradas no sentido de preservar o caráter singular do “Arquivo do Romanceiro Tradicional em Língua Portuguesa”, atentando no facto de ser ele próprio o garante de uma memória (agora digitalizada) sobre uma memória cultural ainda mais perecível, porque imaterial e irrepetível.141242721porArquivar o arquivobook parto processo de remediação do ‘Arquivo do Romanceiro Tradicional em Língua Portuguesa'https://cibertextualidades.ufp.edu.pt/re-auto-meta-arquivo-2022