Fernandes, Antonio Manuel Horta2018-02-222018-02-2220172182-5327PURE: 3396306PURE UUID: 33e93b4c-48a6-4b96-8f7a-6fbef68f2436http://www.idn.gov.pt/publicacoes/newsletter/idnbrief_janeiro2017.pdfUID/HIS/04666/2013Com a sua habitual perspicácia e elevada sageza, amplamente conhecida, Bruno Cardoso Reis perscrutou por detrás de um artigo analítico breve por mim escrito em resposta a um artigo seu, um fundo ético, eco de um artigo académico já há algum tempo por mim publicado sobre o terrorismo . Obviamente, Bruno Cardoso Reis acertou. Nesse sentido, quando se refere à minha visada normativista e de pendor moralista, de modo algum se pode estar a referir à ideia de prescrições avulsas e de pregação nefelibata e delicodoce de normas, desde logo pela tendência analítica do artigo a que responde. Assim, sendo, só pode estar a referir-se ao senso ético subjacente à minha posição e, em consequência, à constatação muito ricoeuriana (e justa) de que se o homem pode extraviar-se, e se extravia, ao procurar a forma de viver bem, com e pelos outros, no seio de instituições justas, o crivo da norma é indispensável. Se é isto que Bruno Cardoso Reis quer dizer, e não parece de todo poder ser outra coisa, uma vez mais a sua reflexão é sagaz, porque se afasta dela? Provavelmente por um prurido corrente nas ciências sociais, que desenvolvo com algum pormenor num livro a sair em breve, o qual consiste em estender indevida e indefinidamente a normal suspensão valorativa e de anelo de sentido na procura da compreensão dos fenómenos.5169779porSDG 13 - Climate ActionSDG 16 - Peace, Justice and Strong InstitutionsAs aporias do terrorismojournal articlecontra-resposta a um polemista equivocadohttp://www.idn.gov.pt/publicacoes/newsletter/idnbrief_janeiro2017.pdf