Lacerda, RodrigoFradique, TeresaLopes, Adriana Correia Neves dos Santos2024-10-292024-10-292024-09-13http://hdl.handle.net/10362/174223“Corpo Brinca” e a reflexão que o acompanha é um ensaio exploratório sobre a brincadeira, enquanto modalidade de ação flexível, oblíqua e experimental que renova, indefinidamente, o fazer qualquer coisa, em qualquer sítio e de qualquer forma, no terreno do dISPAr Pesquisa, durante a sua busca coletiva por um modelo de teatro participativo. Procurou-se desenhar uma etnografia sobre o esforço contínuo e criativo de representação, no teatro e na antropologia; e montar um filme sobre o(s) corpo(s) que brinca(m), dentro e fora de cena e de enquadramento. O presente trabalho pode ser entendido como um catálogo de exercícios-brincadeira e um arquivo de imagens, palavras e desenhos da dramaturgia de improviso de um grupo de teatro amador. Compôs-se, assim, uma gramática de possibilidades entre o centro performativo e a margem etnográfica, entre a realidade dramática e a quotidiana, entre o ser (real, pessoa, personagem ou encenador) e o não-ser (por vontade, inação ou falhanço). Isto é, uma paisagem em movimento da brincadeira e do (seu) fracasso. No fundo, procura-se responder a uma pergunta: porque continuam dez pessoas a encontrar-se todas as quartas-feiras, durante um ano, no mesmo laboratório ou ginásio ou banco de jardim, à porta fechada e em círculo, mesmo quando (já) não brincam.“Corpo Brinca” and the reflection that follows it is an exploratory essay on play, as a flexible, oblique and experimental mode of action that indefinitely renews doing something else, elsewhere and otherwise, at dISPAr Pesquisa, during its collective search for a participatory theater model. The aim was to create an ethnography about the continuous and creative effort of representation, in theater and anthropology; and to make a film about the body/ies that play, on and off stage and within the frame. This work can be understood as a catalog of play-exercises and an archive of images, words and drawings of the improvisational dramaturgy of an amateur theater group. So, a grammar of possibilities was composed between the performative center and the ethnographic margin, between the dramatic reality and everyday life, between being (real, person, character or director) and non-being (by will, inaction or failure). In other words, a moving landscape of play and (its) failure. Ultimately, the idea here is to try to answer the question: why do ten people continue to meet every Wednesday, for a year, in the same laboratory or gymnasium or park bench, behind closed doors and in a circle, even when they (no longer) play?porBrincadeiraAntropologia multimodalPoética do falhançoRealidade dramáticaIrrepresentávelTeatro de improvisoBusca metodológicaCorpo performativoPlayMultimodal anthropologyPoetics of failureDramatic realityIrrepresentableImprovisation theaterMethodological searchPerformative bodyQuem, onde e o quê? Brincar a sério com o disPar PesquisaWho, where and what? Playing seriously with disPar Pesquisamaster thesis203706226