Marques, António Manuel Figueiredo2020-04-072020-04-072019-07PURE: 17662528PURE UUID: 40715a15-06ba-4231-9a1e-7d3151f34fd1ORCID: /0000-0003-4334-2126/work/85105414http://hdl.handle.net/10362/95865UID/CCI/04667/2016Este artigo pretende articular os conceitos de fronteira e de intermedialidade atravessados pelo de narrativa. A intermedialidade, enquanto área de fronteira artística, será um lugar singular para performar (pensar e exercitar) a problematização de exílios e das migrações no âmbito do teatro. A sobreposição imperfeita de fronteira geopolítica e de fronteira artística permitirá renovar o olhar sobre as narrativas de des/territorialização. Deste modo, começamos por refletir sobre as fronteiras físicas e a sua desmaterialização em fronteiras concetuais. Avançando para o teatro do real, como dramaturgia entre o factual e a fabricação estética, sugere-se que esse lugar do meio, como uma fronteira permeável, se dá através da mediação, seja narrativa ou tecnológica, e que, por consequência, dará lugar à remediação. De modo a ter uma base de trabalho prático quanto às dramaturgias contemporâneas, esboçamos uma análise do espetáculo Moving People de Christiane Jatahy que convoca questões de intermedialidade, ficção e cena expandida, e contrastamos com o espetáculo Sanctuary de Brett Bailey. Ambos estão ancorados na condição de refugiado que obriga à negociação de novos regimes de visibilidade-invisibilidade, virtualidade-realidade não como polarizações mas enquanto diálogo, onde também os limiares se esbatem. Em suma, pretendemos propor que a intermedialidade oferece uma forma oblíqua de acesso às narrativas do real em que a simultaneidade implica a perda da incompatibilidade entre oposições ontológicas devido aos processos de hibridização e de remediação.22469615porChristiane JatahyBrett BaileyfronteiradesterritorializaçãonarrativaintermedialidadeMover históriasMoving storiesMoving bordersjournal articleMover fronteirashttps://www.fcsh.unl.pt/rcl/index.php/rcl/article/view/190