Cruz, Maria Teresa Pimentel Peito2014-04-292014-04-291989http://hdl.handle.net/10362/11981Dissertação de Mestrado em Comunicação SocialHá mais de um século atrás, há mais de 150 anos, um primeiro vaticíno de morte recaiu sobre a arte e, desde então, a reflexão sobre ela não pode mais pensar sem essa sombra, confirmando-a, aceitando-a, ou renegando-a. Esse vaticínio foi o de Hegel, nas Aesthetischen Lehren, (redigidas entre 1815 e 1829), curiosamente, no momento culminante, e pelo sistema mais acabado do idealismo ocidental. A arte é dita algo de passado (ein Vergangenes), o que equivale antes de mais a postular a sua natureza intrinsecamente histórica. Um século depois, outro grande pensador, Martin Heidegger, aceitando ainda reflectir sobre a arte, fá-lo porém no ensombramento das palavras de Hegel. Pensamento de compromisso, porque continuam a existir obras de arte, mas que poderão não ser mais do que o corpo em degradação da arte, uma vez que esta, como sugere Heidegger, poderá levar séculos a perecer. Corpo abandonado por um Espírito, por uma Ideia, por uma Verdade, que deixaram de irradiar nele uma presença. Corpo, sem ser, portanto. Carpe de um ontologia agora insustentável - a da obra de arte.porObras de artePinturaArteNominalismoEstéticaFilosofia da ArteModernidadeIconologiaDesignação dos limites : o trabalho do nome na constituição da obra de arte modernamaster thesis