Santos, Maria Helena Carvalho dos2012-01-182012-01-1819950871-2778http://hdl.handle.net/10362/6799pp. 281-295É nas épocas de crise que os pensadores, antecipadamente a outios grupos sociais, analisam as sociedades que a sua inteligência começa a rejeitar e, de forma corajosa, mais ou menos coerentemente, tentam encontrar respostas alternativas para os males que afligem, directa ou indirectamente, os cidadãos. De forma arrojada, mas também cautelosa, imaginam o futuro, muitas vezes apoiados nas muletas de um passado longínquo que, por isso mesmo, por ser passado e ser longínquo, pode fornecer pistas de reflexão sem os gravames de um exagerado apego às realidades do quotidiano. Num tempo em que foi preciso atribuir novos valores ao Estado e criar fundamentos político-ideolôgicos a uma burguesia que devia conquistar o poder, ora conservando, ora inovando sectores constitutivos do Estado e da relação entre Estados, quando as nacionalidades se sobrepunham aos príncipes e a soberania se aproximava das organizações representativas das nações, eram os pensadores que partiam de uma certa reahdade para a abstracção do futuro, apoiando-se nas vivências conhecidas das guerras e de outias calamidades que fomentavam a instabíHdade ou recuperando o que os clássicos haviam pensado em tempos recuados perante idênticas questões.porDa igualdade perante a lei ao imposto per capita na teoria de Thomas Hobbesjournal article