Pais, António Carlos de Carvalho2012-07-182012-07-182012-03http://hdl.handle.net/10362/7486Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em FilosofiaA compreensão do processo de aprendizagem que constitui a experiência é fundamental para esclarecer esta noção em Aristóteles, que lhe concede o poder do conhecimento de particulares. Sugerimos que esse processo é de indução e está intimamente ligado ao logos que atua na experiência como princípio natural que ordena e unifica as memórias das percepções sensoriais. A sua ação é contudo pré-conceitual e pré-proposicional. Razão pela qual o processo de aprendizagem é tácito, não-consciente, e induz o conhecimento dos particulares. Isto explica porque é que Aristóteles afirma que os animais não-humanos são igualmente capazes da experiência e esta não é passível de ser ensinável da mesma maneira que a arte e ciência. Mas esta mesma razão justifica a presença dos universais no conhecimento obtido na experiência. Não é possível na experiência identificar os predicados de vários sujeitos, não porque eles não estejam presentes, como essência ou acidente, nos particulares e nas percepções deles, mas porque é subsidiário o seu conhecimento relativamente ao conhecimento dos universais na arte e ciência. Apenas estes últimos, que têm uma natureza teórica, são capazes de conhecer as causas que permitem formar os universais através de proposições. A sua presença na experiência é, por esse motivo, um conhecimento tácito.porExperiênciaPercepçãoLogosConhecimento tácitoUniversalA noção de experiência em Aristóteles - Uma aprendizagem silenciosa do universalmaster thesis