Torres, Sílvia Manuela Marques2019-03-152019-03-1520182295-0729PURE: 12032139PURE UUID: b2440e97-20e3-4678-b664-aa62754211d1http://hdl.handle.net/10362/63446UID/CCI/04667/2016Este artigo centra-se na cobertura jornalística da guerra portuguesa em Angola feita pela revista Notícia, publicação semanal com sede em Luanda entre 1959 e 1975. A partir da análise das edições publicadas entre 1961 e 1974 e de oito entrevistas a profissionais que na época trabalharam em meios de comunicação de Angola, pretende-se compreender como foi feita a cobertura jornalística do conflito, que espaço concedeu a revista aos acontecimentos relativos à guerra e que práticas profissionais regularam o trabalho dos repórteres – que riscos correram no teatro de operações e que estratégias criaram ou seguiram para contornar os cortes da censura. Uma simples análise às várias edições da revista seria insuficiente para percecionar acontecimentos e relatos do passado. Assim, as entrevistas efetuadas foram cruciais para compreender e distinguir verdades e mentiras, presenças e ausências, informação e propaganda. Este artigo aborda também a questão relativa ao condicionamento da censura, os riscos que os repórteres de guerra portugueses correram em missões de serviço no teatro de operações e o historial da revista que, na época, era um meio de comunicação bastante desenvolvido e arrojado que se interessou pelo tema Guerra Colonial, o maior conflito armado da história de Portugal. Conclui que a revista Notícia deu destaque à guerra travada entre as forças armadas portuguesas e os movimentos de libertação africanos, apresentando conteúdos originais, ao contrário da maior parte dos meios de comunicação portugueses , principalmente por causa da censura, não ousaram ir além dos comunicados oficiais.131440002porJornalismo de guerraCensuraimprensa portuguesaRevista NotíciaAngolaGuerra ColonialJornalismo de guerra em Angolajournal articledurante o conflito ultramarino português