Seara, Isabel Roboredo2024-12-182024-12-182024978-989-9074-44-6PURE: 104567693PURE UUID: dc3a188d-e1aa-489a-be0f-b75df9a3e58eORCID: /0000-0003-2117-5320/work/173679032http://hdl.handle.net/10362/176514UIDB/03213/2020 UIDP/03213/2020A questão dos enunciados construídos para serem memorizados e recordados é antiga. Já na Retórica foi dado especial relevo à questão da memoria, alicerçada em figuras e formas breves, fragmentárias, sentenciosas, às quais subjaz a facilidade de repetição e de memorização. Para a Retórica, a par da inventio, da dispositio, da elocutio e da actio, a memoria ocupa-se dos processos de memorização de um discurso (cf. Krieg-Planque, 2011, p. 30). A fundamentação teórica deste estudo convoca noções de Análise do Discurso, Semântica, Retórica e Pragmática, nomeadamente os trabalhos de Maingueneau (1999, 2010, 2012 e 2022). Após circunscrever os conceitos de aforização, de enunciado breve e de anáfora retórica, ensaiar-se-á mos-trar como estes enunciados, passíveis de serem destacados a nível enunciativo, estão ao serviço da construção da memoria nos discursos de celebração de Abril. Algumas especificidades dos enunciados, como o caráter cristalizado, a inscrição discursiva, a enunciação aforizante que remete para um referente social histórico, permitem comprovar a relação entre ideologia e discurso. A análise incidirá sobre os discursos presidenciais do atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.401044455porDiscurso político de comemoraçãoAnálise pragmático-discursivaConstrução da memoriaAnáfora e pergunta retóricaAforizaçãoA construção da MEMORIA nos discursos de celebração do 25 de Abrilbook part10.21814/uminho.ed.153.2Relevância da anáfora retórica e da aforizaçãohttps://ebooks.uminho.pt/index.php/uminho/catalog/book/153