Lourenço, Jaime2024-02-062024-02-062023-121646-1479PURE: 82776464PURE UUID: 20c88b4a-5817-4a60-802d-1f091d7c901bORCID: /0000-0002-9774-4967/work/148786876http://hdl.handle.net/10362/163191UIDB/05021/2020 UIDP/05021/2020À semelhança do que acontece na literatura, também o cinema tem observado, ao longo dos séculos XX e XXI, com “um olhar crítico e fascinado” o universo do jornalismo e dos media. Mário Mesquita, referência dos Estudos dos Media em Portugal, aponta que o cinema de Hollywood tem sido uma das principais fontes de representação do jornalismo na cultura popular ocidental, constituindo-se como “um reservatório inesgotável de mitologias românticas (positivas ou negativas) sobre os media, a imprensa e a profissão de jornalista” (Mesquita, 2003). Por sua vez, o crítico João Bénard da Costa (1993) chega mesmo a referir que o jornalismo se tornou numa das principais fontes da ficção norte-americana. De acordo com Brian McNair, o cinema é um meio de comunicação produtor de mitos na nossa sociedade; então, os filmes sobre jornalismo são o espaço em que as sociedades articulam, exploram e interrogam valores jornalísticos e criticam a aplicação desses mesmos valores pelos próprios meios jornalísticos e também a relação entre os poderes e o jornalismo (McNair, 2010). Neste artigo, pretendemos compreender como o jornalismo e o jornalista têm sido representados pelo cinema, nomeadamente pelas produções de Hollywood na última década, tendo como referência condutora o pensamento de Mário Mesquita. Nesse sentido, consideramos os filmes que têm a prática jornalística como central na sua narrativa: Nightcrawler – Repórter na Noite (2014); O Caso Spotlight (2015); Verdade (2015); Operação Shock and Awe (2017); The Post (2017); e Ela Disse (2022).20622523porJornalismo no cinemaRepresentações do jornalismoCinema de HollywoodJornalismo no Cinemajournal article10.34629/cpublica.789representações do jornalismo em Hollywood (2010-2022)https://journals.ipl.pt/cpublica/article/view/789