Godinho, Paula Cristina Antunes2018-04-112018-04-112017978-989-98388-3-3PURE: 3698455PURE UUID: c9b85415-6247-44fb-bc30-345f36616bc6http://hdl.handle.net/10362/34354UID/HIS/04209/2013A guerra civil espanhola (1936-1939) foi um momento liminar, que alterou (e suprimiu) inúmeras vidas. Devido às características inerentes ao processo político — longa ditadura (1936-1975) e transição pactuada, que impediu o confronto dos campos políticos e que tornou irrecuperável a memória dos vencidos — prolongou o momento de crise, atrasando a desprivatização de memórias. Esta longa liminaridade provocada pela guerra, como facto anti-social total, viria a ter vários momentos de remate, encerrando esse longo intervalo no tempo, que estabeleceu uma fronteira entre um antes e um depois na vida individual e coletiva. Nesta comunicação indago três momentos de evocação de passados tremendos, associados à aposição de placas evocativas que pretendem deixar constância de acontecimentos dramáticos e de vidas interrompidas. Pretendo interpelar os usos públicos do passado a partir de situações que contrariam os silêncios e omissões continuadas, e que não são consensuais: (1) a placa colocada em Dezembro de 1996 na aldeia transmontana de Cambedo da Raia; (2) a homenagem em Ourense e em Monção, com inauguração de um monumento com o nome das vítimas portuguesas do franquismo na Galiza, em Maio de 2012; (3) o descerramento, em Junho de 2012, de uma placa de homenagem a três trabalhadores portugueses que construíam o caminho-de-ferro entre Zamora e Ourense e que foram assassinados em 1936.124076340porGalizaNorte de PortugalMemóriaUsos públicos do passadoCambedo da RaiaOurenseMonçãoFranquismoCampobecerrosPortocambaMemórias de pedra na Galiza e no norte de Portugalconference objectusos do passado e o lugar do devir