Lima, M.M.R.A.Carvalho, AnaPires, Sílvia Magalhães da Silva2012-01-232012-01-232011http://hdl.handle.net/10362/6873Dissertação para obtenção do Grau de Mestre em Engenharia dos MateriaisA resistência à compressão é por excelência o parâmetro de caracterização do betão uma estrutura. O presente trabalho consiste no estudo da relação existente entre a resistência à compressão duma estrutura in situ com a resistência à compressão obtida através de ensaios normalizados em laboratório. Para o efeito, procurou-se correlacionar valores obtidos nos ensaios de resistência à compressão (destrutivo) e de esclerometria (não destrutivo) do betão, com o intuito de definir a fiabilidade deste último. Através dos resultados obtidos em ensaios esclerométricos e de resistência à compressão realizados em provetes cúbicos de 150𝑚𝑚 × 150𝑚𝑚 × 150𝑚𝑚 foram traçadas curvas de correlação para dois esclerómetros. Estas curvas relacionam ambos os métodos e serviram de base para a transformação de resultados obtidos em ensaios esclerométricos efectuados directamente na estrutura. Esses resultados foram comparados com ensaios esclerométricos e de resistência à compressão normalizados a que foram submetidos provetes cúbicos moldados com o betão utilizado na estrutura, e ainda com carotes extraídas da mesma. Foram estudadas duas diferentes classes de betão: C25/30 e C30/37 (com e sem adição de cinza volante). Os ensaios foram efectuados nas idades de 3, 7, 14, 28, 56 e 90 dias, tendo sido considerados dois tipos de cura (em condições normalizadas e em condições ambientais). Através de técnicas de caracterização de materiais, nomeadamente FRX, DRX, SEM e DTA/TG procurou-se, ainda, fazer um acompanhamento da evolução da microestrutura durante o processo de hidratação e endurecimento do betão. Para tal, foram moldados prismas de 40𝑚𝑚 × 40𝑚𝑚 × 160𝑚𝑚 de pasta de cimento obtida por peneiração de material proveniente de colheitas de betão utilizadas na execução dos provetes cúbicos. A caracterização microestrutural mostrou a presença de calcite (𝐶 ¯ 𝐶), etringite (𝐶6𝐴¯ 𝑆3𝐻32), monosulfoaluminato (𝐶4𝐴¯ 𝑆𝐻12), portlandite (𝐶𝐻) e silicato de cálcio hidratado (C-S-H ). O ensaio esclerométrico revelou ser válido para a estimativa da resistência do betão na estrutura, desde que sejam traçadas as devidas curvas de correlação para o aparelho tendo em conta os vários factores que influenciam ambos os tipos de ensaio.porBetãoResistência à compressãoEsclerometriaCarotagemDRXDTAEstudo comparativo da resistência à compressão do betão em provetes normalizados e em estrutura betonadamaster thesis