Almeida, Sílvia Lucas Vieira de2012-12-182012-12-182012-12http://hdl.handle.net/10362/8393Tese apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Doutor em História da Arte ContemporâneaEsta tese pretende estruturar uma visão crítica e aprofundada da escultura portuguesa do século XIX, a partir da análise dos modelos formais adoptados pelos escultores na produção das suas obras, e dos conceitos estéticos que os fundamentaram. Na base dessa perspectiva encontram-se duas figuras de diferentes gerações, Francisco de Assis Rodrigues (1801-1887) e Vítor Bastos (1824-1894), que formam o eixo fundamental para a compreensão da produção escultórica do século nos seus novos protagonismos. A relação entre estes escultores, responsáveis pela expressão artística e teórica de conceitos que se perpetuam muito para além do seu tempo, tem sido frequentemente considerada de conflito e rivalidade. Propomo-nos nesta tese reavaliá-la, tomando por base de reflexão o modo como os ideais defendidos pelos dois artistas se cruzam e influenciam, e o seu impacto na escultura de Oitocentos. Os seus contributos são também articulados com aqueles que marcam o período anterior e posterior aos seus desempenhos, e identificadas as linhas programáticas comuns, desenhando um quadro de referências e raízes que se situam nos domínios da arte e da teoria, quer nacionais quer internacionais. Com a perspectiva proposta pretendemos ainda estabelecer um tecido de relações que julgamos contribuir para auxiliar a compreender as opções e as soluções que se seguem, e estendem pelo século XX.porSéculo XIXEsculturaFrancisco Assis RodriguesVítor BastosNeoclassicismoRomantismoForma e conceito na escultura de oitocentosdoctoral thesis