Pina, Isabel2020-08-262020-08-262017-11PURE: 3609552PURE UUID: 19165865-f0fb-4d31-a645-1274e7250793http://hdl.handle.net/10362/102898UID/EAT/00693/2013Vathek, poema sinfónico de Luís de Freitas Branco composto nos anos 1913-14, ficou conhecido como uma das obras mais vanguardistas do compositor, associado a uma incursão do mesmo em estéticas e técnicas expressionistas. Juntamente com Paraísos Artificiais de 1909-10, que já teria causado críticas controversas, Vathek contribuiu para o estabelecimento e divulgação da imagem de Luís de Freitas Branco enquanto introdutor do modernismo musical em Portugal, por figuras como Fernando Lopes-Graça, Joly Braga Santos ou Jorge Peixinho, nomeadamente pelos mecanismos que o compositor emprega, principalmente, na introdução do poema sinfónico e na sua 3ª variação. Contudo, a obra, organizada em “Introdução”, “Tema e Prólogo”, cinco variações e “Epílogo”, só foi estreada parcialmente quase quatro décadas após a sua concepção (1950), e na sua totalidade, ou seja, com a inclusão da 3ª variação, ainda mais tarde. Admitindo a singularidade de Vathek na produção de Luís de Freitas Branco, consideramos, no entanto, que a mesma se insere num momento composicional que se demarcou fundamentalmente pelo notório interesse do compositor em obras literárias - nacionais e internacionais – e pelos vários modos de aproximação e transposição das mesmas para música. Assim, o nosso objectivo será analisar a relação de Vathek com a fonte literária homónima, da autoria de William Beckford, que a inspirou, e com a restante produção programática de Freitas Branco, procurando também compreender de que modo o universo exótico e orientalista do conto e do poema sinfónico foi recebido em Lisboa aquando da sua tardia primeira execução.273885porpoema sinfónicomúsica programáticamúsica e literaturarecepçãoimprensa periódica lisboetaSeduções especiais, expressões perturbantes, estranhos sortilégiosconference objectVathek (1913-14) de Luís de Freitas Branco