Cabreira , Pamela2020-12-172020-12-172020978-989-8956-20-0PURE: 26535801PURE UUID: 678177a3-fc93-42c3-be28-e125891c0425http://hdl.handle.net/10362/108840UIDB/04209/2020 UIDP/04209/2020O presente artigo tem como objetivo analisar o processo de luta das operárias da empresa têxtil Sogantal durante o período revolucionário português. O papel histórico das mulheres trabalhadoras após o 25 de Abril, em suas representações sociais no campo laboral, mas também nas condições e mudanças em suas vidas privadas – enquanto mulheres, mães, esposas, domésticas –,interessa-nos para se compreender as transmutações na vida e na condição feminina no Portugal contemporâneo. Ao empreender uma intensa luta pelo direito ao trabalho, as operárias da Sogantal iniciam ocupação e autogestão da fábrica já em maio de 1974, numa dualidade entre a intensidade de manutenção desta luta e de suas vidas privadas, ainda condicionadas às premissas do «lugar da mulher», herdados dos mais de 40 anos do regime repressivo e autoritário estadonovista. Essas 48 mulheres, entre os 13 e 24 anos, tomaram a responsabilidade da autonomia operária, assumindo um caráter de enfrentamento pela classe trabalhadora, com intensa troca de informações e solidariedade entre fábricas da região, apoios mútuos na venda da produção e relação direta com sindicatos e comissões de trabalhadores.10172427porSogantalPRECMulheres operáriasTrabalho como resistênciaconference object10.34619/hjtn-wc04luta operária de mulheres durante o período revolucionário portuguêshttps://ihc.fcsh.unl.pt/historia-movimento-operario-2020/