Stein, Isabel Alencar de Souza Leão2021-03-032021-03-032020-05-23PURE: 26905574PURE UUID: b9a99f60-5561-4612-b48e-d84204d92e90http://hdl.handle.net/10362/113068UIDB/05021/2020 UIDP/05021/2020Este paper tem como objetivo abordar criticamente algu- mas fotografias que compõem um ensaio produzido em 1872 pela London Stereoscopic and Photographic Company. Propomos que a imagem de Ndugu M’Hali, então com setes anos de idade, incorpora um tropo visual (Zarzycka 2016) comum no final do século XIX e início do século XX: crianças em estúdios fotográficos. Esse tropo, enun- ciado por Walter Benjamin em Infância em Berlim, gera questões acerca das memórias visual, cultural e social. Através de uma abordagem concebida a partir da meto- dologia proposta por Aby Warburg, pretende-se delinear diferentes temporalidades da imagem de modo a, por um lado, inseri-la em uma tradição visual e histórica, e, por outro, sugerir suas potencialidades como objeto históri- co-antropológico. Nesse sentido, a ideia de pharmakon (Pinney 2008, 2012) apresenta-se como possibilidade para um contra-olhar frente àquele colonial e burguês: a fotografia, em sua dualidade — tanto “cura” quanto “ve- neno” —, instaura virtualmente um novo sujeito: o que pode M’Hali após sua morte aos doze anos?161195181porTropo VisualAlteridadePáthosMemóriaO que pode M’Hali?M’Hali’s becomingsThe photographic studio and four small customized menjournal articleO estúdio fotográfico e quatro pequenos homens customizadoshttps://www.fcsh.unl.pt/rcl/index.php/rcl/article/view/281