Marques, Bruno2014-07-272014-07-2720081646-1762http://hdl.handle.net/10362/12608Revista do IHA, N.5 (2008), pp.188-207Na série dos Reis, Costa Pinheiro desvirtua uma amálgama de signos provenientes da estatuária, da heráldica e da iconografia das cartas de jogar, em função de um jogo poético que confunde ironicamente lenda, memória e história no mesmo horizonte de representação. Desígnio que antecipa a verve “anti-zarco” de João Cutileiro, ao exortar uma desmitificação dos estereótipos naturalizados pelos esquemas iconológicos que a estatuária oficial estadonovista veicula. Como alternativa à dissolução do género, corrompido na sua “lei” (efeito da arbitrariedade radical que liberta o significante neo-figurativo do lastro do sujeito/referente que o consubstanciava), supõe-se uma ideia de retrato expansivo e permeável, que se firma em permanente extravasamento. Estatuto que não o nega, antes o desloca ante as suas estipulações históricas mais ortodoxas.porCosta PinheiroD. SebastiãoRetratoNeo-figuraçãoPinturaAnos 60 do século XXO Retrato de Dom Sebastião: Costa Pinheiro ou a ‘desmitificação’ da retratística histórica oficialjournal article