Martins, Ana Cristina2021-02-042021-02-0420202182-9543PURE: 26531938PURE UUID: 7942b965-b7c0-4d35-b7da-04b826ed27e7http://hdl.handle.net/10362/111306UIDB/04209/2020 UIDP/04209/2020Inaugurado em 1910, o Museu Municipal de Castelo Branco nasceu da vontade e da acção de Francisco Tavares Proença Júnior (1883-1916), então com 27 anos. Pertencendo a uma das mais influentes famílias beirãs da época, F. Tavares Proença Júnior cedo se interessou pelo passado da região onde residia, percorrendo-a em demanda de sítios arqueológicos que assinalou e de artefactos que reuniu para com eles constituir uma colecção. Esta colecção estará na base do museu que projectou instituir desde 1902, por entre múltiplos apoios, desalentos e contradições. Tratou-se, contudo, de um plano individual de visibilidade pública que merece ser analisado enquanto materialização de uma agenda de afirmação pessoal alicerçada nos capitais granjeados por sua família, assim como nas diferentes tipologias de redes – incluindo territoriais –, e estratégias interpessoais tecidas ao longo dos tempos pelos seus antepassados e colaterais. Propomos, por conseguinte, demonstrar neste artigo a relação que foi sendo mantida entre o indivíduo F. Tavares Proença Júnior e os capitais, o território, a colecção, e museu e identidade(s).17331856porcoleções arqueológicasFrancisco Tavares Proença JúniorbiografiaMuseu Francisco Tavares Proença Júniorhistória dos museusPáginas da Vida de um Jovem ArqueólogoPages of the life of a young archaeologistFrancisco Tavares Proença Júnior (1883-1916)journal article10.4000/midas.2141Francisco Tavares Proença Júnior (1883-1916)