Neves, Sérgio2025-01-222025-01-2220241983-4373PURE: 107300223PURE UUID: b8988193-b6f9-4904-8a22-c014be336cf8http://hdl.handle.net/10362/177807UIDB/00657/2020 UIDP/00657/2020O ensaio investiga a relação entre o ouroboros, imagem alquímica, e a poesia de Herberto Helder, em Cobra (1977), destacando a influência da percepção do mundo e das conexões filosóficas interartísticas. Primeiramente, far-se-á uso de estudos alquímicos para entender o ouroboros, como transmutação, conjugação de opostos, prima materia e pedra filosofal, gesto aufecundador, autofágico e autopoiético. Em seguida, persegue-se o rasto do ouroboros no texto de Helder, indagando como essa imagem opera a linguagem poética e como esta expande a significação da figura ourobórica. A intersecção entre poesia, imagem e alquimia explora como o texto organiza elementos linguísticos e visuais de força transformadora, reunindo matérias tão diversas. O ensaio conclui que a escrita é fértil na associação com imagens alquímicas, criando uma nova textura de significado, promovendo uma reflexão sobre a natureza da criação artística e filosófica, enfatizando a constante transmutação da matéria e a interconexão entre diferentes formas de expressão21657780porAlquimiaHeberto HelderCobraMetáforaMatamorfoseOuroborosjournal article10.23925/1983-4373.2024i32p134-154uma figura poéticahttps://revistas.pucsp.br/index.php/fronteiraz/article/view/65840