Lopes, Silvina Rodrigues2024-01-292024-01-2920120871-9519PURE: 46753658PURE UUID: 7ebac841-beac-402c-81ee-fbdd91fe25c0http://hdl.handle.net/10362/162851Admitindo que enquanto organização do viver em sociedade a política é por condição limitada à prossecução de uma finalidade – a igualdade na incomensurabilidade – para a qual não se pode apresentar qualquer modelo, o que implica sempre movimentos de invenção e por conseguinte um cálculo das consequências que, não podendo ser total, está em permanente alteração, importa pensar a literatura fora desse movimento, isto é, fora de qualquer imposição ou subordinação à política (concretizável como apologia, contestação, exemplaridade) e, embora admitindo as suas implicações políticas, sempre indirectas, compreender como elas não podem ser apresentadas enquanto tais. É pois como imperativo de afirmação do incomensurável que a relação entre literatura e política coloca cada uma delas como anterior à outra e sua condição, tal como o homem é condição do social e o social condição do homem. Uma organização “social” que conduzisse ao fim da literatura seria já des-humana.17340146porLiteraturaPolíticaSociedadeEscapar à conjurajournal articlehttp://www.aplc.org.pt/index.php/2-uncategorised/48-revista-dedalus-n-16