Costa, José2025-05-292025-05-292025PURE: 113965998PURE UUID: 62b8e01e-7931-4286-9d60-1f46255e588bORCID: /0000-0002-9948-1670/work/185039477http://hdl.handle.net/10362/183598UIDB/04038/2020 UIDP/04038/2020Nos últimos anos, a abordagem pós-fenomenológica tem destacado os efeitos recursivos das realizações humanas no devir humano. Esta perspetiva sublinha a primazia ontológica do envolvimento material na co-constituição do género humano e dos ambientes que o rodeiam, contestando a validade epistemológica da separação entre humanos e outros domínios biológicos e materiais. A consciência desta co-constituição esteve na origem do conceito One Health, criado pela Wildlife Conservation Society, que propõe uma abordagem interdisciplinar e intersectorial para prevenir doenças infeciosas e manter a integridade dos ecossistemas. Este conceito foi formalizado no quadro estratégico “Contributing to One World, One Health”, que visa reduzir a propagação de doenças no interface animal-humano-ambiente e mobiliza as principais organizações internacionais neste esforço. A partir da abordagem pós-fenomenológica de Don Ihde e Lambros Malafouris, esta comunicação propõe-se realizar uma leitura crítica dos doze princípios que sustentam o quadro estratégico One Health. O objetivo é avaliar as implicações destes princípios para a antropologia biológica e explorar como esta pode contribuir para a coprodução de soluções adaptativas e antecipatórias que mitiguem a desintegração dos ecossistemas e reduzam o risco de crises epidémicas.1213033porEnvolvimento materialOne HealthAntropologia biológicaGeneral Social SciencesSDG 3 - Good Health and Well-beingOne Health e Antropologia Biológicaconference objectUma perspetiva pós-fenomenológica sobre a co-constituição Humano-Ambiente