Rios da Fonseca, Jorge Manuel2017-12-212017-12-212016978 989 7552083PURE: 3334365PURE UUID: d1404884-0109-40f0-a23e-034164bd9ba7http://hdl.handle.net/10362/27092UID/HIS/04666/2013A participação de negros, livres e escravos, em irmandade e confrarias foi uma resposta à sua necessidade de convívio e auxílio mútuo, mas também de religiosidade, identificação cultural e afirmação social, em vários países da Europa Ocidental e respetivos impérios coloniais, desde o fim da Idade Média ao século XIX. Em Portugal tais associações, frequentemente designadas de Homens Pretos, assumiram uma função original, desconhecida noutros países e territórios, a de lutar pela liberdade dos irmãos escravos, para o que receberam privilégios específicos da coroa. A primeira destas agremiações surgiu nos meados do século XV no Mosteiro de São Domingos, em Lisboa, por iniciativa dos Negros da cidade, e daí se expandiram pelo país e pelo império. O presente texto traça a história do associativismo dos Negros em Portugal, as dinâmicas e conflitos a que deram lugar, sobretudo com a população branca, assim como as manifestações culturais que acompanharam a sua existência.1322087284porReligião e LiberdadebookOs negros nas irmandades e confrarias portuguesas (Séculos XV A XIX)