Monteiro, Maria do Rosario2026-02-192026-02-192000972-772-144-3PURE: 16431276PURE UUID: d88a9c46-8b3e-4870-a342-a3103f377e9dORCID: /0000-0001-6214-5975/work/206214667http://hdl.handle.net/10362/200486Nas obras literárias que me proponho analisar nesta comunicação, a componente simbólica é fundamental. John Ronald Tolkien e Ursula Le Guin criaram mundos ficcionais, que desenvolveram ao longo de várias narrativas. Falo da Terra Média (Middle-Earth) que aparece descrita nas narrativas The Lord of the Rings e Silmarillion, entre outras, e de Terramar (Earthsea), o mundo onde decorrem as aventuras do mago Ged e da sacerdotisa Tenar, narrada na tetralogia do mesmo nome. Estes mundos imaginários são criações complexas, onde é possível encontrar mitos cosmogónicas, seres fantástico (como dragões, aranhas gigantes, árvores que falam, monstros de fogo, etc.), bem como homens e mulheres capazes de realizar actos de magia, que vão desde a metamorfose ao controlo dos elementos. Entre os muitos símbolos que encontramos nestes mundos, os símbolos elementares da água, do fogo, da terra e do ar desempenham um papel essencial, o que se compreende mais facilmente se nos lembrarmos que as comunidades que habitam estes mundos ficcionais são comunidades essencial mente rurais. A organização social ecoa de algum modo a estrutura medieval, embora sem a componente religiosa característica da Idade Média ocidental.8395079porComparative LiteratureTolkienUrsula Le GuinEarthseaMiddle-earthThe otherAlterityIdentitySymbologySymbolsGeneral Arts and HumanitiesAs Viagens nos Mares Fantásticos de Middle-earth e Earthseaconference objectA Busca da Identidade e o Confronto com o Outro