Dionísio, Maria AméliaMacedo, Maria FilomenaAzevedo, Pedro Nunes2019-01-232019-01-232018-122018http://hdl.handle.net/10362/58340O presente trabalho surge da necessidade de identificar um filme negro que atualmente cobre grande parte da escultura Morte de Cleópatra, localizada no Jardim Botânico Tropical, em Lisboa. Procedeu-se à contextualização histórica e artística da escultura. Identificaram-se as formas de degradação que põem em risco a integridade da escultura pétrea, através do seu mapeamento. Efetuaram-se operações in situ envolvendo medições colorimétricas, testes de adesão e registo fotográfico. Realizaram-se micro amostragens do filme negro na escultura e no bambu e vinhático-das-ilhas, as quais foram observadas a nível macroscópico e microscópico (ótico e Microscopia Eletrónica de Varrimento) e analisadas por Espectroscopia Infravermelha da Transformada de Fourier em Reflectância Total Atenuada. O filme negro foi identificado como fumagina e que ocorre devido à escultura possuir no seu redor duas espécies arbóreas afetadas pelo mesmo filme. Os insetos, alimentadores de seiva das plantas segregam e excretam gotas de melada com propriedades açucaradas. Essas gotas caem das folhas para outras zonas e também sobre a escultura. A fumagina formada constitui um fator de risco para a escultura na medida em que a componente fúngica a si associada contribui para o ataque químico do mármore evidenciado pela dissolução parcial dos grãos de calcite.porMorte de CleópatraJardim Botânico TropicalMármore CarraraFumaginaBiodeterioraçãoConservaçãoA escultura Morte de Cleópatra: Oportunidades e desafiosmaster thesis