Jorge, Vítor Manuel de Oliveira2019-04-032019-04-032018978-989-98388-5-7PURE: 11909569PURE UUID: b3c551b1-4d01-401f-8b5e-ee61f70f1a5ehttp://hdl.handle.net/10362/65429UID/HIS/04209/2013Como é bem sabido, nos anos 30 do século XX, o pensamento capitalista começou a desenvolver novas possibilidades de resolver as “crises” intrínsecas ao seu sistema. Uma dessas possibilidades foi a neoliberal, hoje dominante. Trata-se de uma forma inédita de concentração do capital, cuja modalidade mais recente impôs a “austeridade” e a ideologia culpabilizante da “dívida” a partir de entidades superiores aos estados, para, basicamente, extorquir às populações os seus rendimentos, concentrando os benefícios numa minoria. Como imaginar uma solução para tão sistémico e globalizado problema? Não existe “uma” solução; essa inexistência é precisamente uma das características deste fenómeno: o fechamento do horizonte das alternativas. A “democracia” é hoje, onde é praticada, e basicamente, um modelo de gestão corrente, sobrevoado a um nível global por uma ideologia que é anti-comunitária. Mas existe ainda a possibilidade de pensar, de dialogar, e de criar momentos e ocasiões de contra-hegemonia, tentando recuperar a ideia do que seria uma sociedade voltada para o bem comum, em vez do lucro individual.15180996porpensamento críticoneoliberalismo;pós-neoliberalismoÉ possível conceber um futuro pós-neoliberal?book part