Carvalho, Ana Cristina2025-03-072025-03-0720240872-8380PURE: 112017307PURE UUID: cdf0a37a-8632-41c8-b9ec-2204f083eda3ORCID: /0000-0003-4010-4640/work/179618027http://hdl.handle.net/10362/180277UIDB/04647/2020 UIDP/04647/2020Partindo da Ecocrítica e na ótica da Ecologia Humana, procede-se a uma análise de dois romances do escritor e poeta português do século XX Carlos de Oliveira. As duas ficções distanciam-se entre si quer no ano de publicação quer na corrente literária, mas coincidem no cenário ancorado na região beirã da Gândara e num tempo de ação nas décadas de 1920 a 1940. Pretende-se assim contribuir para o ainda pouco explorado campo da climocrítica no meio académico português. A análise foca-se na representação do elemento clima e sua influência na atividade humana e nas desigualdades sociais, e tem como objetivo secundário questionar o pressuposto ecocrítico de que, dentro da ficção, são os textos realistas os de maior utilidade na informação geográfica e ambiental de um lugar. A hipótese da relevância destas obras para o conhecimento dos antecedentes climáticos daquele território arenoso do litoral português confirma-se pela forte recorrência de vocábulos associados a “chuva” e “vento” e de abundantes alusões narrativas ao clima e seus efeitos no habitante e economia gandareses.121079960porEcocríticaClimocríticaInterdisciplinaridadeRomance portuguêsCarlos de OliveiraDunasHumanos e paisagem das terras da Gândarajournal article10.4000/130uuUma climocrítica de Casa na Duna (1943) e Finisterra (1978)https://journals.openedition.org/sociologico/12537#authors