Madeira, CláudiaPessoa, CarlosPereira, Manuel Silva2020-03-312020-03-312019978‑972‑9347‑28‑3978‑972‑9347‑27‑PURE: 17565670PURE UUID: 09762fe1-72ea-429a-9e05-fd7a7f030581ORCID: /0000-0003-2346-6885/work/71570751http://hdl.handle.net/10362/95366UID/CCI/04667/2019A peça Canto do Papão Lusitano de Peter Weiss estreada em 26 de Janeiro de 1967 no Scala -Teatern, em Estocolmo, constitui um dos mais importantes documentos históricos teatrais contemporâneos ao período e à propaganda politica do Estado Novo, refletindo uma critica à retórica do colonialismo português. Essa importância não se deve ao facto desta peça documental ter sido a única a retratar estes temas durante esse período, mas antes por ter sido uma das que conseguiu subir a palco e a partir da Suécia ganhar uma projeção na imprensa que não pode ser silenciada pela censura prévia aos Espetáculos vigente em Portugal. Essa projeção, amplificada pela tradução da peça para francês e português, dotou- a de um caracter representativo da luta anti- fascista e anti- colonialista, sendo encenada após 1967 e especialmente até 1975, como uma espécie de manifesto por diversos grupos de teatro amadores ou de estudantes portugueses exilados na Alemanha, França, Suíça, etc. Nesta comunicação procurar- se- á analisar duas destas reencenações: uma desenvolvida por Manuel Silva Pereira, em 1971, ainda durante o período da Ditadura, onde a peça decorreu à porta fechada na antiga cantina da Universidade de Lisboa; outra recentemente, no âmbito das comemorações da estreia da peça em Estocolmo, em 2017, encenada por Carlos Pessoa, com uma leitura dramatúrgica de Cláudia Madeira. A partir destas duas reencenações desenvolver -se- á uma analise semiótica comparativa desta peça, no que diz respeito à (re)construção do texto, cenários e figurinos mas, também, das experiências e memórias, das modas, das maneira e dos modos, que elas mobilizam.12132679porCanto do Papão LusitanoTeatroMemóriaA peça Canto do Papão Lusitano de Peter Weissconference objectDiferentes modos: 1971, 1974, 2017