Neves, Sérgio2025-01-162025-01-1620232789-2182PURE: 106827115PURE UUID: 953e70be-30c9-4772-8fae-4fb7d5f766b9http://hdl.handle.net/10362/177545UIDB/00657/2020 UIDP/00657/2020“O que é o dionisíaco?”, interroga Nietzsche em O nascimento da tragédia. O que é, e se é possível, “morrer gregamente”, indaga Herberto Helder, no seu poema “Li algures que os gregos antigos não escreviam necrológios”, em A faca não corta o fogo. O presente ensaio tem, assim, o objetivo de relacionar estas duas questões, dando conta das feições dionisíacas de Helder, a partir da leitura do poema. De que modo o poeta transmuda os seus pés em cascos de sátiro e se torna um iniciado dionisíaco? Parece que o segredo dessa metamorfose reside na paixão. Mas “que paixão?”, pergunta ainda o poeta. Considerando que o dionisíaco passa por aceitar com paixão a vida e o absurdo da existência, arriscarei, então, que a possibilidade de morrer gregamente passa por viver gregamente e que a paixão necessária para tal encontra-se em Dioniso, enquanto símbolo e princípio filosófico.18544774porFriedrich NietzscheHerberto HelderO nascimento da tragédiaDionisoNiilismoHerberto Helder e a Paixão Dionisíacajournal article10.53930/27892182.dialogos.8.133https://dialogosuntl.com/index.php/revista/article/view/133