Pinto, Paulo Jorge de Sousa2018-09-272018-09-272015-06978-972-781-121-2PURE: 3305793PURE UUID: a4f0e6fd-dcbd-4b0b-a65c-5555e4ec1682ORCID: /0000-0002-5162-2964/work/70669843https://academia.marinha.pt/pt/academiademarinha/Paginas/edicoes.aspxUID/HIS/04666/2013 SFRH/BPD/77629/2011No ano em que se assinalam 500 anos sobre a conquista de Malaca por Afonso de Albuquerque, vem a propósito uma reflexão global acerca da importância e das consequências do ato – integrado na construção de um império português na Ásia –, assim como da evolução e das estratégias de sobrevivência da cidade que se manteve em mãos portuguesas por mais de um século; um balanço dos 130 anos, em suma. Mais do que celebrar o feito militar, importa entender o seu significado, as condições em que decorreu e alguns dos seus efeitos; do mesmo modo, destacar alguns traços dominantes deste domínio singular: uma cidade portuária de primeira grandeza à escala asiática ou mundial, distante dos centros de decisão e das fontes de apoio e de recursos, que sobreviveu e prosperou graças a estratégias peculiares de adaptação e de acomodação ao meio envolvente. Nesta estratégia, desempenharam um papel fundamental os dois principais poderes, os dois eixos políticos e económicos em torno dos quais girava a sobrevivência de Malaca sob domínio português: os capitães e os casados. Ao longo do século XVI, a cidade conseguiu encontrar o seu caminho e contornar as dificuldades que se lhe deparavam, apesar do seu isolamento e de um meio envolvente frequentemente hostil. Foi só no século seguinte, com a chegada das armadas holandesas, que a cidade assistiu ao derrube dos esteios que haviam assegurado a sua sobrevivência ao longo de um século e entrou num processo de contração, vindo a capitular, finalmente, em 164118180337porMalacaCapitãesCasadosSéculos 16 e 17Império portuguêsÁsiaEntre capitães e casadosconference objectum balanço do "século português de Malaca" (1511-1641)https://academia.marinha.pt/pt/academiademarinha/Paginas/edicoes.aspx