Correia Castilho, Luísa2019-04-302019-04-302018PURE: 12077894PURE UUID: 2517315f-3130-43b5-bcb7-6afb89d1c122http://hdl.handle.net/10362/68152UID/EAT/00693/2013O vasto território da Ordem de Cristo estava dividido em comendas, que eram um espaço territorial delimitado dentro do qual os freires cavaleiros atuavam como autoridade senhorial, em nome do Mestre, e de acordo com o poder que lhe fora delegado, usufruindo dos seus bens e rendimentos e assim sustentando a própria Ordem. A Zona de Castelo Branco, mais concretamente entre o Zêzere e o Tejo, continha muitos destes espaços. Estas propriedades continham um conjunto de casas, capelas, igrejas, fortificações ou castelos. No sentido de identificar bens patrimoniais e práticas de conduta, especialmente de carater religioso, no sentido de retificar procedimentos e administrar bens e direitos de forma mais eficaz, a Ordem, com a sua sede no Convento de Tomar, instituiu Visitações às Comendas. Estas foram estabelecidas no Capítulo Geral que se realizou no Convento de Tomar a 5 de Dezembro de 1503, tendo nascido a Regra e Deffiniçõoes da ordem do mestrado de nosso Senhor Jhesu Christo. O processo das Visitações deveriam efetuar-se a todas as comendas e propriedades da Ordem, sendo escolhidos para Visitadores dois religiosos da Ordem. O seu objetivo era registar um inventário dos bens da comenda e do seu estado e, como tal, constituem exames importantes para avaliação do seu património temporal e espiritual. Os estudos atuais sobre as comendas das Ordens em geral e na de Cristo em particular salientam sobretudo o conhecimento da sua administração e gestão entregando para segundo plano a apresentação do património cultural. É neste sentido que, a partir do estudo realizado por José Joaquim M. Hormigo, Visitações da Ordem de Cristo em 1505 e 1537 (1981), juntamente com um levamento de informações, utilizando documentos vários, como a normativa da Ordem, Regimentos, Estatutos e Constituições se retiraram informações sobre os aspetos vários do património sonoro, nomeadamente, os coros, os campanários ou as campainhas, além do quotidiano litúrgico e obrigações do capelão. Mas o mais interessante é as informações que se retiram sobre os livros litúrgicos, muitos deles com notação musical, utilizados nas capelas e igrejas de cada comenda visitada, o que nos dá indícios da existência de uma prática musical organizada no quadro da Missa e do Ofício Divino. Outro aspeto interessante e revelador é o tipo de rito que se praticava nesta região que estava simultaneamente sob a alçada do bispado da Guarda.292214porOrdem de CristoVisitaçõesRitoPatrimónio sonoroLivros litúrgicosO património sonoro da Ordem de Cristo nas visitações do século XVI na região de Castelo Brancoconference object